A 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA 2026) encerrou com um dado que, à primeira vista, parece discreto, mas que carrega um significado importante para a economia angolana: um crescimento de 7,5% no volume de negócios face à edição de 2025.
A organização da edição de 2026, realizada entre 21 e 26 de julho na Zona Económica Especial (ZEE) de Icolo e Bengo, não divulgou um valor absoluto, comunicando, entretanto, a variação de 7,5%, o que, aplicado à base do ano anterior, aponta para um volume estimado na ordem dos 64 a 65 milhões de dólares - uma projecção elaborada a partir da percentagem oficial, e não de um número confirmado pela organização.
Este crescimento ocorre num contexto em que a feira reforçou o seu estatuto de principal plataforma de negócios do país. A edição de 2026 atraiu mais de 2.300 participações directas e indirectas e representantes de 22 países, com o número de visitantes passando de cerca de 130 mil em 2025 para cerca de 139.700 este ano.
O lema escolhido — “Produzir e inovar localmente, vencer Globalmente” — resume bem a orientação do evento. O maior destaque recaiu sobre os sectores da indústria, a agricultura, o comércio, a energia, a banca, a tecnologia, a saúde, o turismo e a comunicação, com ênfase para a produção nacional “Made in Angola” e na diversificação económica esteve presente tanto nos stands quanto nas declarações oficiais.
Por que este crescimento importa?
Um aumento de 7,5% pode parecer modesto em termos absolutos, mas ganha relevância quando se considera o contexto.
A FILDA funciona como um termómetro da confiança empresarial e da capacidade de atrair investidores e parceiros internacionais. O facto de o volume de negócios continuar a crescer, mesmo sem a divulgação de um valor absoluto oficial, sugere que a feira mantém a capacidade de gerar negócios concretos e de consolidar relações comerciais.
Além disso, a subida no número de países participantes - de 18 para 22 - e o aumento de visitantes indicam que a feira continua a atrair interesse externo e interno.
O próximo teste será a edição de 2027. Se o crescimento de 7,5% se mantiver ou acelerar, a feira poderá aproximar-se de um novo patamar.
