O acordo surge num momento crucial para a economia nacional, onde a transição da dependência petrolífera para uma economia diversificada exige, mais do que nunca, que o capital financeiro encontre projectos com robustez técnica e viabilidade operacional.

A essência deste protocolo reside na criação de uma ponte de confiança entre o capital bancário e a inovação das PMEs e start-ups, onde a Aceleradora Empresarial assume o papel de braço técnico, responsável por identificar e capacitar empresas com elevado potencial de crescimento.

O grande desafio histórico do mercado angolano — a falta de "bancabilidade" dos projectos — é o alvo directo desta união, assim, através de programas de mentoria intensiva, literacia financeira e estruturação de planos de negócio, a Aceleradora garante que as empresas que chegarem à porta do BFA já possuam os requisitos necessários para uma análise de risco favorável.

Do lado do BFA, a instituição entra nesta parceria reforçada por indicadores de solidez impressionantes.

 No fecho dos exercícios mais recentes, o banco registou um crescimento considerável na sua carteira de crédito à economia e às famílias, atingindo um volume superior a 730 mil milhões de Kwanzas. Com um Activo Líquido que ultrapassa os 4 biliões de Kwanzas, o banco detém a liquidez necessária para impulsionar sectores estratégicos como o agronegócio, as Fintechs e a indústria ligeira.

O acordo prevê que as empresas certificadas pela Aceleradora beneficiem de um canal de atendimento prioritário e de condições de financiamento mais competitivas. Isto traduz-se em prazos de carência ajustados ao ciclo de maturação dos negócios e taxas de juro que incentivam o investimento em activos produtivos.

Para o banco, esta estratégia é uma forma inteligente de mitigar o rácio de crédito malparado, uma vez que as empresas acompanhadas pela Aceleradora apresentam taxas de sobrevivência e de cumprimento de obrigações fiscais significativamente superiores à média do mercado.

Ao investir no fortalecimento do tecido empresarial nacional através deste acordo, o BFA não só cumpre a sua função social de fomento, mas também garante a criação de novos clientes institucionais que, no futuro, poderão recorrer a outros instrumentos financeiros mais complexos, como a emissão de obrigações corporativas.

A assinatura deste protocolo marca o início de um novo ciclo para o sector privado em Luanda e no resto do país. Espera-se que, nos próximos 12 meses, dezenas de projectos passem pelo crivo desta parceria, resultando em novos postos de trabalho e no aumento da produção nacional.