Os dados divulgados oficialmente pela Agência de Notícias dos Emirados (WAM) e pelo Federal Competitiveness and Statistics Centre (FCSC) no final de maio de 2026 indicam que o sector não petrolífero continuou a ser o grande motor do crescimento, atingindo a marca de 1,5 trilião de dirhams - cerca de 408 mil milhões de dólares- , com um crescimento de 6,8% superior ao crescimento geral da economia, realidade resultante da estratégia de diversificação dos EAU, reduzindo progressivamente a dependência do petróleo.  

Actualmente, o sector não petrolífero representa entre 77% e 79% do PIB total, sendo o sector da construção a registar o crescimento mais acelerado, beneficiando-se dos grandes projectos de infraestrutura e do boom imobiliário no Dubai e em Abu Dhabi.

Este desempenho robusto está alinhado à visão "We the UAE 2031", que tem como objectivo duplicar o tamanho da economia até 2031, alcançando 3 triliões de dirhams.

O Ministro da Economia e Turismo, Abdulla bin Touq Al Marri, destacou que os resultados reflectem um “progresso real e sustentado” rumo aos objectivos nacionais, graças ao apoio da liderança do país e à resiliência do sector privado.

Com uma população estimada em cerca de 11 milhões de habitantes, o PIB per capita nominal dos EAU deve ter ultrapassado os 50.000 dólares em 2025, mantendo o país entre as nações com maior rendimento per capita do mundo. Contudo, apesar de algumas projecções iniciais do FMI e do Banco Mundial apontarem para um crescimento entre 4% e 5%, o resultado de 6,2% superou significativamente as expectativas.

A inflação permaneceu controlada, situando-se entre 0,6% e 1,5% ao longo do ano.

Para 2026, as projecções indicam um crescimento do PIB real entre 4,8% e 5,7%, com o sector não petrolífero a continuar a liderar a expansão.  

No sector petrolífero, os EAU, que saíram oficialmente da OPEP e da OPEP+ em 1 de maio de 2026, ganharam liberdade para aumentar a produção de crude de acordo com a sua capacidade instalada em cerca de 4,8-5 milhões de barris por dia, sem as restrições de quotas que vigoravam anteriormente no grupo, o que aumenta as expectativas para os resultados de 2026.