A chegada inaugura uma visita apostólica de quatro dias ao país (18 a 21 de abril), que marca a terceira vez que um Sumo Pontífice pisa em solo angolano.

Trata-se da primeira viagem de um Papa a Angola em 17 anos — desde Bento XVI, em 2009 — e apenas a terceira na história do país. Angola, uma das nações com mais antiga tradição católica na África Subsaariana, com raízes que remontam ao século XV), recebe agora o primeiro Pontífice norte-americano da história num momento simbólico de celebração da fé, da juventude do país e da necessidade de reconciliação nacional. Sob o lema "Papa Leão XIV, peregrino da esperança, da reconciliação e da paz", a visita pretende reforçar a mensagem de esperança, fraternidade e unidade.

Espera-se que o Papa aborde temas como a paz duradoura, o diálogo inter-religioso, a protecção da família, a promoção da mulher e o combate à pobreza.

Segundo o programa principal da visita de Leão XIV tornado público, espera-se que Leão XIV aterre em território nacional no sábado às 15:00, em seguida, um encontro privado com o Presidente da República, João Lourenço, no Palácio Presidencial. ÀS 16h15, encontro com autoridades, sociedade civil e Corpo Diplomático, às 19h00, um encontro privado com os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).

Para o domingo, dia 19 de abril - missa campal na Centralidade da Kilamba (Luanda). Deslocação de helicóptero ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima (Icolo e Bengo), onde rezará o Terço e dirigirá uma mensagem especial aos peregrinos — o maior centro de devoção mariana da África Subsaariana.

Na segunda-feira, 20 de abril - viagem a Saurimo (Lunda-Sul), com celebrações e encontros locais. Actividades adicionais em Luanda.

E, na terça-feira, 21 de abril - actividades finais antes da partida para a Guiné Equatorial.

Os preparativos estão em fase avançada: o papamóvel já se encontra em Luanda, mais de mil jornalistas foram credenciados e a Igreja Católica angolana, em articulação com o Governo, promove uma ampla mobilização de fiéis de todas as províncias. Igrejas protestantes também manifestaram apoio e interesse em momentos de diálogo ecuménico, tal como ocorreu nas visitas anteriores.

Esta terceira visita papal reforça o estatuto de Angola como um dos pilares do catolicismo em África, onde a Igreja continua a crescer e a desempenhar um papel fundamental na coesão social.